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segunda-feira, 6 de abril de 2015

BLAST e CRUISE - Reload e Deload







BLAST e CRUISE

Posso garantir a todos vocês que nenhum, absolutamente nenhum,
 Mr. Olympia, dos anos 90 pra cá, jamais imaginou que pudesse
 ficar do tamanho que ficou. Principalmente os mais recentes como
 Dorian, Coleman, Dexter, Jay, Kai e Phil – veja o vídeo de pose do
 Coleman de 1990 e me diga se você colocaria sua grana apostando
 que ele pudesse algum dia ficar do tamanho em que terminou sua
 carreira em 2006, vencido por um cara que estava ainda melhor
 que ele. Nenhum deles, quando começou, fazia idéia de como
 poderiam ficar e se reeditar a cada ano como o têm feito. E 
ninguém, repito, absolutamente ninguém, na indústria ou na
 ciência do ferro pode afirmar que chegamos ao limite. Então,
 eu venho aqui, humildemente mostrar pra vocês o caminho que
 eles têm feito e que você pode fazer também. As chances são 
que você não se torne um deles (but who the fuck dares to say
 u ain’t gonna be one of them, mother fucker ???), mas se você
 trilhar a mesma estrada e atalhos que eles fazem, pelo menos vai
 concorrer à chance de pertencer a uma elite pra lá de cobiçada e viver
 a sensação de ser grande de verdade.

Slingshot

Na escola antiga, praticava-se o Slingshot para ciclar o ano inteiro. Não
 se fazia uma recuperação completa para reativar os receptores, 
colocando-os como novos. Então o crescimento estancava e aí podemos
 começar a explicar porque os caras daquela época como o próprio Arnold,
 não chegaram a se tornar os freaks que temos hoje. Hoje sabemos que tão 
importantemente quanto ciclar e treinar duro é descansar e desintoxicar para
 que todo o corpo se renove. Como os velhos Mustangs V8 que fazemos a
 retífica em nossas máquinas e botamos pra correr junto com as Ferraris.

Slingshot (a tradução aproximada seria estilingue – aquele artefato de madeira
 em forma de forquilha que colocamos elástico para arremessar pedras), nos
 dias de hoje, corresponde apenas à fase positiva (BLAST) da abordagem que
 era o badalado o Blast and Cruise das antigas, mas pra mim é somente um dos
 bons e seguros caminhos que aprendi com meus anos de experiência própria
 compartilhada com um brother chamado Ronnie Rowland, que já está na
 estrada há uns 24 anos como bodybuilder e personal da academia da Bev Francis,
 onde tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente e hoje está no hall da fama entre os
 fóruns mais sérios do setor. Meu intuito não é fazer apologia ao uso de esteróides,
 mas educar os que já fizeram sua opção. O Slingshot funciona bem até certo ponto
 quando o desgaste é tão grande que é necessário que se faça uma limpeza geral nos
 receptores, devolvendo a eles a capacidade de absorver novamente 100% do que
 oferecemos em termos de treinamento, alimentação, suplementação e anabólicos.
 A grande diferença é que hoje as drogas de limpeza são muito mais eficazes e 
recondicionam seu corpo como se estivessem zero bala. Então entendam que aqui o
 Slingshot é o que chamo de BLAST e o descanso como CRUISE.




Um BLAST (período de crescimento) é composto de duas fases: “reload” 
(recarregar) e “deload” (desacelerar). O reload é feito com uma fase de
 alto volume de treino, grandes quantidades de anabólicos e alta ingesta 
protéica que dura em média 8 (oito) semanas e o deload é uma fase de 
baixo volume de treino (tipo metade do volume), doses baixas de anabólicos
 e ingesta protéica, que dura 2 (duas semanas). Lembre-se que HGH, LR3
 e SLIN não têm nada a ver comesse processo porque não aromatizam.
 Então podem ocorrer simultaneamente aos períodos de BLAST. Substâncias
 anabólicas têm se demonstrado mais eficazes em ciclos de oito semanas. 
Depois disso os ganhos musculares visivelmente diminuem e você é obrigado
 a aumentar as quantidades de drogas e suplementos para continuar crescendo.
 O problema quando você continua é que começam a aparecer os efeitos colaterais.
 Então para manter o máximo de progresso, é bom que você saia do ciclo, diminuindo
 a quantidade de esteróides. Muitos usam o deload para fazerem um pequeno PCT
 (Post Cycle Therapy – Terapia Pós Ciclo) com Nolvadex
 (Citrato de Tamoxifeno). 
Ou faça uma ponte com doses baixas de esteróides 
(ou substituindo-os por outros menos androgênicos) por duas semanas, 
reduzindo o volume do treino e a ingesta protéica. Eu,
 particularmente prefiro parar e fazer o que o Abel Gomes mandava e que qualquer 
endocrinologista especializado mandaria fazer: Nolvadex (20 mg/dia) por duas semanas. 
Esse período de duas semanas é de fato, como o nome sugere (deload), uma desaceleração
 para reativar a sensibilidade dos cito-receptores (é uma espécie de porto de ancoragem, 
uma célula que tem proteínas capazes de reconhecer e se ligarem com moléculas específicas,
 como esteróides) para que você tenha mais ganhos quando voltar para o próximo 
ciclo/reload com menos ou sem efeitos colaterais.

RECAPITULANDO

RELOAD - Oito semanas: alto volume de treino, ingestão protéica e ciclo de esteróides androgênicos.

DIETA RELOAD

Aumente a proteína!!! Não exceda 4g de proteína por kg de peso corporal/dia.

DELOAD – Duas semanas: baixo volume de treino e proteína. Nolvadex e baixas
 doses ou substituição para não androgênicos.

DIETA DELOAD

Reduza a ingesta protéica para 2g por kg de peso corporal/dia. Mantenha as calorias
 no mesmo patamar para que o crescimento continue. As calorias que sobrarem 
da redução protéica devem ser substituídas por gordura. Então muito cuidado 
com a gordura. Azeite Extra Virgem, nozes (melhor do que castanhas) e doses 
cuidadosas de manteiga de amendoim (peanut butter). Os carboidratos podem
ser mantidos na mesma quantidade e forma, no entanto, se você quiser dar uma 
secada (o que é mais do que aconselhável) é melhor que se reduza o carbo. Reduzir
 a proteína durante o deload vai aumentar a sensibilidade à Insulina porque menos
 proteína será convertida para glicose, o que é um processo que se descobriu 
responsável por gerar resistência à insulina. Quando os altos níveis de proteína 
e carboidratos voltarem na fase seguinte (reload), eles serão bem aceitos pelas 
células musculares, sendo mais apropriadamente utilizados.

É isso, não tem mistério. 8 semanas fortes e 2 de descanso... A vida toda. 
Até um momento que o Ronnie Rowland e seus amiguinhos tamanho 
XXXG chamam de “prime time”, eu chamo de “marco zero” e a galera moderna 
chama de “Cruise. Vou explicar lá em baixo.

Durante as oito semanas de reload você deve estar preparado para forçar tanto
o treinamento quanto a ingesta protéica ao seu limite máximo. Ao longo do seu
 progresso, as doses de esteróides e calorias devem ser aumentadas (aumente a 
cada semana, não piramide) para manter ganhos contínuos. A maioria não 
consegue maximizar a sua genética porque usam impulso para levantar uma
 carga. Quando isso ocorre, você está na verdade “roubando” para conseguir
 levantar a referida carga, os músculos auxiliares acabam atuando mais do que 
o grupo muscular que está sendo trabalhado. Isso é mais uma coisa de ego que 
muitos fazem para impressionar levantando cargas maiores do que a realidade 
que lhes é imposta. Apesar desse ser um dos princípios Weider mais usados, 
não deve se aplicar a essa abordagem que visa monitorar o ganho real a cada 
final de período de reload. É com você mesmo encontrar quantos sets fazem 
o melhor pro seu corpo. A minha prática diz e o Rowland apóia, que de 6 – 12 
sets com intensidade máxima (tipo 80% da 1RM) por grupo muscular por semana
 de reload e somente de 3 – 6 sets durante a fase de deload tão de bom tamanho 
tanto para um garotão grandão com seus 27 anos quanto para um coroa de 
56 baixinho como eu. Você ainda pode optar de acordo com seu foco se vai fazer
 sets de 5-8 para volume muscular ou 8-12 repetições para hipertrofia. Durante o 
deload opte por sets de 12-15 repetições. Se você optar por androgênicos que nunca
 usou ou em doses nunca testadas antes nos seus ciclos, ou seja, se você, cá entre 
nós, vai botar pra quebrar com algo que você ainda não experimentou, eu aconselho
 que faça de 100-150 mgd/dia de Proviron. Não espere começar a dar aquela 
coceirinha nos mamilos. Evite a gineco desde o início se for mexer com coisas 
que nunca usou antes.







Ao montar esse programa, dê preferência aos produtos que você já sabe
 que trazem os melhores resultados. Vá na certa, não invente, procure o 
que o seu corpo absorve melhor. Se você se dá bem com a Whey da Integral 
então não compre da Optimun só porque é importada. Não troque o
 certo pelo duvidoso. A mesma coisa com a testosterona escolhida. 
Cicle com a que você acha que entra melhor. Não é o momento de
 experimentar coisa nova. Os resultados, você já deve saber, começam
 a aparecer lá pela terceira semana e continuam até a oitava. Treine
 como base, um grupo muscular apenas uma vez por semana. Isso é 
o que funciona com a grande maioria das pessoas que treina pesado, 
mas treinar um mesmo grupo duas vezes por semana eventualmente 
pode funcionar, especialmente se a intenção é quebrar plateaus – geralmente
 quando percebo que a coisa não tá funcionando eu mudo os exercícios
 e procuro isolar mais no grupo, evitando músculos secundários. 
Não gosto muito de treinar o mesmo grupo duas vezes por semana.
 Mas se você quiser tentar essa abordagem, permaneça na mesma
 linha de 12 sets por semana. É o tal negócio: se você treina com muita
 intensidade e faz somente 6-7 sets por grupo na semana, treine duas 
vezes por semana e totalize 12 sets por grupo (mas não exceda esse
 limite), aumentando, portanto o volume, o que não vai fazer mal.

Para crescer o que os outros achavam que com a sua genética não seria
 possível, não há necessidade de se parar com os esteróides. O padrão 
para cada ciclo é de oito semanas, mas na prática esse ciclo pode e deve
 continuar por mais tempo desde que continue apresentando resultados
 e deve ser descontinuado quando esses ganhos pararem de acontecer. 
Se você para com os esteróides do nada, você volta para o que era só
 ligeiramente maior do que anteriormente como se tivesse crescido
 naturalmente. Ou seja jogou tempo e dinheiro pela janela. A fase deload
 é para que você não volte ao que era antes e renove o fôlego dos seus
 receptores ou, ainda, use como uma fase de transição para mudar os
 componentes do seu ciclo de acordo com seus objetivos e prazos. Eu
 particularmente gosto de variar de texto a cada reload. Enantato numa,
 Cipionato na outra, usando Deca como base. Até vai uma dica maneira
 sobre essa questão de base. A Boldelona costuma ser usada em ciclos
 acima de 12 semanas (menos que isso é besteira usar), em doses que 
variam de 400-600mg/semana. Então a sugestão é a seguinte: 8 semanas
 com 600mg/semana, 2 semanas com 300mg/semana e novas 8 semanas
 com 600mg/semana, totalizando 18 semanas de Boldelona como uma
 base bem sólida.



O MARCO ZERO ou CRUISE (como é chamado ultimamente) 
se dá quando você está sobretreinado (desgastado por excesso de
 treino), você tem que dar um tempo, de verdade, para que seu corpo 
possa se recompor e recomece a aceitar o estímulo que lhe for 
imposto novamente. Esse tempo gira entre duas e seis semanas.
 Há atletas profissionais que após a temporada param com tudo 
por até um mês. Shawn Ray fazia isso, apesar de passar o ano
 inteiro pronto (mesmo em off) para fotos e posedowns em workshops.
 Não confunda com deload. Estamos falando de parada total de treino,
 dieta, drogas, tudo. Vida de ser humano normal, plebeu... KKKKKKKKKKKK.
 Isso vai ajudá-lo a estabelecer um ambiente apropriado para o crescimento
 muscular que absorverá um impacto muito maior quando se reiniciar
 o BLAST. O Marco Zero (Cruise) é o momento de total descanso que 
permite os receptores de se renovarem e força hormônios catabólicos
 (cortisol, miostatina, etc.) a declinarem. Você vai saber quando será 
necessário entrar no Marco Zero. Seu progresso para, a força diminui
 você se olha no espelho e nada te anima... Tá tudo na mesma e ainda
 por cima você ta completamente sem saco de treinar já há dias. É o seu
 corpo pedindo um tempo, dizendo que está saturado, sobretreinado.
 Então dê o que ele precisa. Também é necessário clarear a mente. 
Mudar o disco. Coma lixo, durma mais, faça atividades recreativas 
como surfar, jogar bola, sinuca, vôlei na praia, beber com os amigos, 
sair na night.
É aqui que reside a diferença entre os atletas da antiga e os atuais.
 É na renovação total da sua máquina corpórea. É dar aos seus receptores,
 fígado, rins e células musculares não só férias merecidas, mas uma dose
 nova de gás, um restart, pra começar tudo do zero, com a única diferença 
que será tarde demais pra você perder tudo o que ganhou nos seguidos 
períodos de Blast. Não tem retorno. Frango nunca mais. Você vai reiniciar
 sua nova temporada de treinos completamente desintoxicado, 
100% puro (parece até piada). Se fizer os exames de sangue não
 vai dar nada. Tudo porque você vai trabalhar com drogas de limpeza
 e recondicionamento total. Aí é que está o pulo do gato.

O Marco Zero (Cruise) não tem data marcada para acontecer. Varia de
 pessoa para pessoa. Comigo rola a cada duas vezes no ano: nas 6 
semanas que incluem Natal e Ano Novo, e lá pelo meio do ano (Julho/Agosto)
. Eu treino pra mim, não entro em campeonato. Portanto eu não faço 8-9 meses
 de off pra depois entrar em pré-contest por 2-3 meses. Quando chega o verão
 eu passo a fazer Propionato, Winny V e quase zero o carbo. Eu só subo no 
palco pra apresentar os shows, nunca pra competir, então meu lance é estar seco
 no verão como todo carioca de bem com a vida. O meu segundo Marco Zero
 (Cruise) acontece lá por Agosto, quando já estou de saco cheio da mesma rotina. 
Às vezes mudo tudo, abordagem, rotina, exercícios, dieta, suplementos e até 
mudo de academia. Mas só faço isso duas vezes ao ano. No resto sou católico
 anabólico romano. Isto é, acredito firmemente que ficar mudando séries e exercícios
 um grande erro. Ao fazer isso não se permite que as ADAPTAÇÕES ESPECÍFICAS
 que foram planejadas e constituem o foco principal de todo o nosso programa, 
que inclui treino, dieta, esteróides, suplementos, distribuição do nosso treino, 
aplicação ou não de aeróbicos e a devida disponibilidade para tal, entre outras 
cositas mas, sejam concluídas com sucesso de 100%.

Quando se muda de exercícios a todo o momento (vejo isso acontecer em todos os treinos
 da grande maioria dos praticantes de musculação) não haverá histórico, registro de
 progresso. Os resultados não poderão ser mensurados quando comparados em suas
 cargas, número de sets e tempos de intervalo. Por exemplo: no seu programa está
 incluído o agachamento para o treino de femoral. Então não alterne a cada semana
 com o leg press, a menos que esteja machucado. Se for concluído por você ou pelo
 seu personal que o agachamento é o exercício que mais vai atender à sua meta, então
 por que alterná-lo com outro que não tem a mesma especificidade. Então se mantenha
 no programado pelo menos durante os reloads e faça as mudanças durante os deloads
 ou na próxima fase de reload, quando outros objetivos podem estar planejados e você
 poderá cobrir eventuais pontos fracos da sua figura.

Fonte: Ciquenta e tal
Autor: Antonio Vilhena